Os sentidos, visão, olfato, paladar, audição e tato, que são no total de 5 são trabalhados pela mente através de nossas experiências vivenciadas. Esses sentidos movimentados como próprios vão fundamentar a autoimagem de cada um, as informações recebidas através dos relacionamentos sejam com pessoas, coisas, objetos, animais entre tantas outras possibilidades, quando filtradas pela mente tornam-se intimas, portanto, fundamentam suas interpretações. A partir daí em diante que o “como você enxerga o mundo em geral através de suas experiências” se mostra e compreendemos como cada mente individualiza à todos.
Vamos através de um exemplo nos aproximar do como podemos ter em um evento próximo em seu cenário diferentes concepções, ora se a mente é oriunda do pensamento e a consciência quando nos reportamos a vivências e o entorno delas – nos aprofundemos!
Um paciente relata ter um objeto como aos seus olhos ruim (ou seja, visão), sua percepções próprias de um episódio da sua vida em que a faca no chão foi uma possibilidade para uma agressão se concretizar, circula na sua mente como uma recordação em que a faca ficou comprometida a esse evento e que dali em diante todo contato com o objeto age na sua memória com um traço emocional que gera sofrimento.
O mesmo paciente quando indagado de outras experiências com o mesmo objeto, portanto, a faca, trouxe a vivência da recordação de que na infância uma faca ao chão era carinhosamente utilizada pelo pai em tempo de colheita, ao pé de uma laranjeira, quando descascava uma quantidade apreciável para todos ali presentes. Logo, um experiência na mente que trazia sentimentos contrários ao do anterior, que era de sofrimento.
A exemplos citados observa-se que a interpretação foi diferenciada pelos fatores que as envolveram, a mente acessa a eles trazendo a autoimagem que o paciente formulou, e que portanto, reage psiquicamente à elas com a intimidade das vivências.
Então a mente é responsável pelas vastas apreensões em nossa existência. A, apreensão das propriedade individuais de cada um – memória, atenção, lógica, intuição, resolução de problemas, capacidade para se comunicar e, dependendo da teoria, a emoção fazem parte das características e função da mente, logo, ela pode ser diferente em cada ser humano.
Observamos que se os terminais sensoriais (nossos sentidos em ação, ou seja interagindo com o ambiente e pessoas) transformam-se em estímulos que através dos impulsos elétricos que são levados até a medula, onde há interneurônios, ou neurônios de associação, que modulam a transmissão do estímulo – determinam, por exemplo, a intensidade do sinal doloroso que será enviado para o cérebro, onde áreas relacionadas à dor serão acionadas, como o tálamo e o córtex, envolvidos na percepção da sensação; o córtex pré-frontal, que toma decisões como afastar o braço; o hipotálamo, que aciona reações físicas, como aceleração dos batimentos cardíacos; o tronco encefálico, que nos coloca em estado de alerta; o sistema supressor endógeno, que libera serotonina e endorfinas, opioides produzidos pelo próprio organismo para combater a sensação desagradável. Assim funciona a dor aguda, um sinal saudável de que algo agrediu nosso organismo. Ela costuma cessar logo que o estímulo cessa ou quando tratamos o problema orgânico que a causa.
Assim fundamentamos a mente a dor, um fenômeno de adaptação cerebral pertinente a cada a experiência vivida, e como um comunicação ela nos auxilia a compreensão através do caminho para acessá-la. A Psicologia se utiliza de seu surgimento, a dor, para acessar as recordações dolorosas e através dos alarmes perceptivos (5 sentidos) e o comportamento de cada um, como especialidade que promove um tratamento e ressignificações que podem favorecer o alívio, ou ainda possibilitar ao paciente de forma multidisciplinar os aspectos químicos que se não trabalhados em conjunto limitam uma melhor qualidade de vida.
Um dos grandes mitos que observa-se na sociedade é que dor não tem cura, o que de fato só pode determinar essa condição após ter alçado mão de diferentes alternativas, entretanto, evidenciar que dores não tem tratamento seria uma negação de possibilidades como temos a grande parte dos eventos em nossos dias.
Com os atendimentos terapêuticos, eu Psicóloga procuro respeitar a necessidade de compreender as diferenças e inferências da mente e cérebro na cotidianidade da vida do meu paciente, o ser em suas reais vivências. No entanto, também assimilo a ação que esse órgão e o comportamento que se estabelece por algo que vem dele, seja estimulo agressivo ou dócil, trata-se nosso angar para continuar a olhar para o ser como único e fonte de estudo que se garante com respostas fieis e pertinentes a seu modo de via, assim como o funcionamento estudado e avaliado por outras especialidades, nos resta uma boa dose de investigação das reações humanas que se diferenciam aos nossos olhos.
Algumas referências consultadas:
CASSEPP-BORGES, Vicente. A ciência da mente: a Psicologia em busca de seu objeto.Interam. j. psychol., Porto Alegre , v. 43, n. 2, p. 425-427, ago. 2009 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-96902009000200023&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 29 jun. 2019.
O corpo sente, o corpo dói. Evelin Goldenberg. Atheneu, 2005.
Site: Congresso brasileiro de dor – 19 a 22 junho/SP. Disponível em: https://sbed.org.br/14o-cbdor/. Acessos em em 29 jun. 2019