Transtorno bipolar do humor ou também conhecido como transtorno maníaco-depressivo, hoje atual bipolaridade é um diagnóstico crescente no Brasil. Estima-se que por ano aproximadamente 2 milhões de novos casos surjam no Brasil.
Trata-se de um distúrbio psiquiátrico complexo e o diagnóstico requer uma avaliação médica, em geral psiquiátrica e, embora não se apresente cura, o tratamento pode ajudar na identificação e tratativa da polaridade nos episódios e compreendendo melhor as alterações de humor e suas limitações, na psicoterapia, é possível melhorar significativamente a qualidade de vida no diagnóstico.
Entenda mais sobre as causas, os sintomas, como são vivenciados os episódios e a combinação medicamentos e psicoterapia.
Importante salientar que o diagnóstico não é tão fácil, uma vez que se constata através do bi-polar (duas polaridades – euforia/mania e depressão) em muitos dos casos já existe episódios anteriores de depressão unipolar (somente o polo depressivo) e somente quando apresenta-se a diferenciação entre os quadros, ou seja, quando a euforia/mania se manifesta pode-se tratar como transtorno bipolar.
Esse diagnóstico é marcado pela sua complexidade e grande mutualidade justa causa pela manifestação dos sintomas se dar em flutuações e instabilidades que na inversão dos polos mania e depressão. Denomina-se de transtornos bipolares aqueles tipos de transtorno de humor que envolvem a presença de episódios maníacos, hipomaníacos ou mistos, usualmente acompanhados de episódios depressivos maiores. Segundo esta classificação existem os seguintes tipos de transtornos bipolares: Transtorno Bipolar I, Transtorno Bipolar II, Ciclotimia e Transtorno Bipolar Sem Outra Especificação.
Utilizando-se dos critérios diagnósticos fundamentados a partir da Organização Mundial de Saúde e o DSM-IV, classificam-se os episódios, se atual ou recorrente, a duração da oscilação e características de cada polo (entre 1 a 2 anos), a intensidade dos sintomas ligados interinamente com fase da vida do indivíduo marcada por sintomas afetivos, pode-se sinalizar quatro tipos de episódios possíveis no vivido bipolar, o depressivo, o hipomaníaco, o maníaco e o misto.
Assim para observação dos sintomas, há predomínio de oscilações de humor em uma estrutura cotidiana com evidências patológicas, assim a psicopatologia adquire traços em sua manifestação que aponta para um movimento de construção existencial cotidiana e a patologia como uma imobilização do ser, uma cristalização, uma existência cotidiana doente, sendo o sofrimento a única alternativa que mostra comprometido além daquilo que seria reconhecido como normal.
Quando se evidencia uma fase de depressão e a outra de mania (maníaco-depressiva) nas polaridades, aspectos de cada uma se sobressaem e proporciona-se a observação das manifestações dos humores distintos e suas diferenças aparentes, e com efeito temporalidade, a recorrência entre que se transita entre os polos, o tempo da permanência e os aspectos da crise de ambas como um sofrimento emocional, que nem mesmo a pessoa que vive entende, mas se revela aos olhos, tem-se um material para reconhecer-se comprometido.
O mundo vivido bipolar alterna os fenômenos do humor no tempo de forma muito ímpar, que assim favorece o psicodiagnóstico, pois a alternâncias temporárias e os extremos das emoções distintas de cada polo são significativamente presentes e observáveis. Compreender, a partir da, temporalidade a doença na pessoa que vive a experiência oscilante é um compromisso da terapia e nos constructos do tratamento psicológico e medicamentoso, tem-se uma forma de pensar o existir no mundo do doente.
O diagnóstico é evidenciado para população geral já identificando casos entre os mais jovens e acomete ambos os gêneros. A frequência dos episódios e o acompanhamento deste por um tempo (6 meses a 1 ano) exibe padrões de remissões e recaídas de forma bastante variável. Entretanto, com o tratamento e acompanhamento do quadro, observa-se com a idade uma diminuição importante dos sintomas no que se refere a duração e intensidade dos polos.
As causas são consideradas diversas e indefinidas – peculiaridades biológicas, desequilíbrio de neurotransmissores e hormonal, hereditariedade, meio ambiente no que se refere a fatores exógenos, como estresse, abuso sexual, experiências traumáticas, o luto, entre outras.
Em casos do diagnóstico realizado, e do psicodiagnóstico através do Psicólogo, o quadro ganha a individualidade dos esclarecimentos e com o auxílio medicamentoso fala-se sobre o quadro, o tempo, os prejuízos existenciais e as limitações com mais disponibilidade e compreensão para com respeito ao vivido possa-se identificar o ser-no-modo bipolar e resinificadas as crises e entendidos os sintomas, tende a terapia um auxílio para novas perspectivas em todos os âmbitos da vida.
Algumas referências consultadas:
Del-Porto, José Alberto .Transtorno Bipolar – Fenomenologia, Clínica e Terapêutica – Del-Porto. Atheneu: São Paulo, 2009.
VARELLA, Drauzio. Doenças e sintomas – transtornos bipolar. Disponível em <https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/transtorno-bipolar-2/>. Acesso em 02 ago. 2019.